sábado, 1 de dezembro de 2012

JESUS CRISTO MUDOU MEU VIVER
aprouve a Deus salvar pela Loucura da Pregação

I Coríntios 1.21
.…para que ninguém tome a tua COROA. (Ap 3.11)
Introdução
Segundo o dicionário Aurélio, a palavra COROA é um substantivo feminino que significa um ornato circular com que se cinge a cabeça e também pode significar poder ou dignidade real. COROA é uma insígnia, ou seja, é sinal distintivo de função, dignidade, posto, nobreza e etc. COROA é uma recompensa, glória e honra.
As coroas eram dadas aos vencedores de competições atléticas, ou a um rei quando galgava de uma posição de majestade. Após os jogos ou corridas, na Grécia, os atletas vencedores reuniam-se defronte do palanque chamado “bema”, onde o juíz distribuía os prêmios.
Jesus Cristo recebeu uma coroa de espinhos conforme descrito no Evangelho segundo Mateus 27.29: “E, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lhe na cabeça e, em sua mão direita, uma cana; e, ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, Rei dos Judeus!“. Esta coroa não era uma recompensa ou algo semelhante, ela foi feita para escarnecer de Jesus que afirmava ser o Rei dos Judeus. Ele, porém, cumpriu a sua missão e foi e é Vencedor. E agora, oferece para os santos coroas de glória que são incorruptíveis e não enferrujam.
Desenvolvimento
Todos os salvos serão devidamente coroados de acordo com as suas obras aqui na terra, conforme descrito em II Coríntios 5.10: “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal“.
Russel N. Champlin nos apresenta o simbolismo das coroas, como podemos anotar abaixo:
•Corona Triumphalis - para coroar os generais triunfantes.
•Corona Obsidionalis – (feita de grama ou outro material que pudesse ser encontrado no campo vitória, também chamada de corona graminea) dada aos generais que salvassem o seu exército do cerco ou da rendição vergonhosa.
•Corona Myrtes – (feita de louro, de folhas lustrosas e espessas) era dada aos generais que celebrassem triunfos militares de maior ou menor vergadura.
•Corona Muralis – (dourada) dada aos líderes militares que atacassem alguma muralha.
•Corona Castrensis – era feita de ouro, com ornamento imitando fortificações, dada ao primeiro soldado que escalasse o terrapleno (terreno aplainado) do inimigo.
O valor destas coroas não estava relacionado com o tipo de material com que eram feitas, mas sim, com o que elas significavam para os vencedores.
As coroas reservadas para os santos não são de possessões físicas. Trata-se de resultados espirituais transformados em “graus de glória”, embutido na nossa glorificação quando do arrebatamento. Essas coroas são nossos galardões integralizados na possessão da vida eterna, e na participação definitiva da própria natureza de Jesus Cristo.
Essa condecoração diferenciada nos dotará de poder para cumprimento de tarefas magníficas nos lugares eternos, numa nova dimensão de vida inimaginável nesta.
As obras dos santos serão provadas no fogo como está descrito em I Coríntios 3.13: “A obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um”. E, se tais obras não sofrer os danos do fogo, receberão galardão como descrito no versículo 14: “Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão”. Se as obras de alguém forem destruídas pelo fogo, esse tal não receberá recompensa, mas isso não implica em perder a salvação como descrito no versículo 15: “Se a obra de alguém se queimar sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”.
Na escrituras sagradas, temos quatro coroas reservadas para os salvos. São elas:
1. Coroa de Glória
Em I Pedro 5.4 temos a referência desta coroa: “E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória”.
Esta coroa está reservada para os que trabalharam para Deus de boa vontade, não com a intenção de ganhar dinheiro, mas com o verdadeiro desejo de servir, nem tampouco para poder exercer o domínio sobre o rebanho, como descrito nos versículos 2 e 3: “apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”. Está reservada para os que labutaram por amor a Deus a as almas perdidas, esforçando-se sem medida, não cuidando dos seus próprios interesses.
A glória dessa coroa para os que vieram a possuir será também a participação da glória, da majestade, do poder, dos atributos e da própria natureza de Jesus Cristo com graus variados de gloria, ou maior ou menor.
2. Coroa Incorruptível
Temos a referência desta coroa em I Coríntios 9.25: “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível”. Esta coroa aponta para a vida eterna, incluindo as vantagens e perfeições como recompensa pela fidelidade dos cristãos. É destinada aos que não se curvaram perante a carne e nem segundo suas concupiscência, mas viveram para Cristo e no Espírito, como está escrito em Gálatas 6.8: “Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna”.
A coroa incorruptível vem a significar os mais elevados níveis de glorificação. Paulo exorta a Timóteo a tomar posse da vida eterna, conforme escrito em I Timóteo 6.12: “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna…”. É a posse de uma vida imortal, para a qual nos dirigimos, e que não pode deixar de existir jamais. É a vida imanente do Senhor Jesus, é a própria vida do Pai que será transmitida para os remidos por Cristo Jesus, conforme escrito em I Coríntios 15.53: “Porque convém que isto que é corruptível se revista de incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade”.
3. Coroa da Justiça
Temos a referência desta coroa conforme está escrito em II Timóteo 4.8: “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, Justo Juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”. O apóstolo Paulo aguardava esta coroa que lhe está reservada. É para os que amam e aguardam a vinda de Cristo. É para os que viveram uma vida de retidão neste mundo, por causa de um serviço fiel, tornando-os, na eternidade, seres celestiais de pureza e bondade notáveis, e retidão perfeita como perfeito é nosso Pai Celestial.
Amar a vinda é amar a volta de Jesus, o seu advento no rapto da Igreja, tanto para os que já dormiram no Senhor com esta esperança como para os que em vida terão seus corpos ressurretos nesse glorioso momento, conforme esta escrito em I Coríntios 15.52: “num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptível, e nós seremos transformados”.
4. Coroa da Vida
Temos a descrição desta coroa em Tiago 1.12: “Bem aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam”.
Em Apocalipse 2.10 temos também a referência desta coroa: “Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”.
Nas duas referencias acima, podemos então perceber que esta coroa é para os que estiverem na condição de mártir, ou seja, independente da situação, eles estão prontos a morrer pela causa do Senhor. Essa vida é a vida eterna, uma vida de participação “na própria espécie de vida divina”, uma vida que os remidos do Senhor poderão participar.
Conclusão
Apocalipse 3.11: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”.