terça-feira, 24 de abril de 2012

CHEGOU EM ITABUNA




FRIGORIFICO GABRIELA

Avenida Inácio Tosta Filho,452, Centro, Itabuna-Bahia Fone (73)612-7456
JESUS CRISTO MUDOU MEU VIVER
Não se pode servir a Deus e a mamon
Jornalista Ednei Bomfim

Salvação dos ricos - Preservar-se da avareza - Jesus em casa de Zaqueu - Parábola do mau rico - Parábola dos talentos - Utilidade providencial da riqueza. Provas da riqueza e da miséria - Desigualdade das riquezas - Instruções dos espíritos - A verdadeira propriedade - Emprego da riqueza - Desprendimento dos bens terrenos - Transmissão da riqueza.

Salvação dos ricos

1. Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará a outro, ou se prenderá a um e desprezará o outro. Não podeis servir simultaneamente a Deus e a Mamon. (S. LUCAS, cap. XVI, v. 13.)

2. Então, aproximou-se dele um mancebo e disse: Bom mestre, que bem devo fazer para adquirir a vida eterna? - Respondeu Jesus: Por que me chamas bom? Bom, só Deus o é. Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos. - Que mandamentos? retrucou o mancebo. Disse Jesus: Não matarás; não cometerás adultério; não furtarás; não darás testemunho falso. - Honra a teu pai e a tua mãe e ama a teu próximo como a ti mesmo.

O moço lhe replicou: Tenho guardado todos esses mandamentos desde que cheguei à mocidade. Que é o que ainda me falta? -Disse Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.

Ouvindo essas palavras, o moço se foi todo tristonho, porque possuía grandes haveres. - Jesus disse então a seus discípulos: Digo-vos em verdade que bem difícil é que um rico entre no reino dos céus. - Ainda uma vez vos digo: É mais fácil que um camelo passe pelo buraco de uma agulha, do que entrar um rico no reino dos céus (1). (S. MATEUS, cap. XIX, vv. 16 a 24. - S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 18 a 25. - S. MARCOS, cap. X, vv. 17 a 25.)

(1) Esta arrojada figura pode parecer um pouco forçada, pois que não se percebe que relação possa existir entre um camelo e uma agulha. Acontece, no entanto, que, em hebreu, a mesma palavra serve para designar um camelo e um cabo. Na tradução, deram-lhe o primeiro desses significados; mas é provável que Jesus a tenha empregado com a outra significação. É, pelo menos, mais natural.

Preservar-se da avareza

3. Então, no meia do turba, um homem lhe disse: Mestre, dize a meu irmão que divida comigo a herança que nos tocou. - Jesus lhe disse: Ó homem! quem me designou para vos julgar, ou para fazer as vossas partilhas? - E acrescentou: Tende o cuidado de preservar-vos de toda a avareza, seja qual for a abundância em que o homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possua.

Disse-lhes a seguir esta parábola: Havia um rico homem cujas terras tinham produzido extraordinariamente - e que se entretinha a pensar consigo mesmo, assim: Que hei de fazer, pois já não tenho lugar onde possa encerrar tudo o que vou colher? -Aqui está, disse, o que farei: Demolirei os meus celeiros e construirei outros maiores, onde porei toda a minha colheita e todos os meus bens. - E direi a minha alma: Minha alma, tens de reserva muitos bens para longos anos; repousa, come, bebe, goza. Mas, Deus, ao mesmo tempo, disse ao homem: Que insensato és! Esta noite mesmo tomar-te-ão a alma; para que servirá o que acumulaste?
É o que acontece àquele que acumula tesouros para si próprio e que não é rico diante de Deus. (S. LUCAS, cap. XII, vv. 13 a 21.)
Jesus em casa de Zaqueu
4. Tendo Jesus entrado em Jericó, passava pela cidade - e havia ali um homem chamado Zaqueu, chefe dos publicanos e muito rico, - o qual, desejoso de ver a Jesus, para conhecê-lo, não o conseguia devido à multidão, por ser ele de estatura muito baixa. - Por isso, correu á frente da turba e subiu a um sicômoro, para o ver, porquanto ele tinha de passar por ali. - Chegando a esse lugar, Jesus dirigiu para o alto o olhar e, vendo-o, disse-lhe: Zaqueu, dá-te pressa em descer, porquanto preciso que me hospedes hoje em tua casa. - Zaqueu desceu imediatamente e o recebeu jubiloso. Vendo isso, todos murmuravam, a dizer: Ele foi hospedar-se em casa de um homem de má vida. (Veja-se: "Introdução", artigo - Publicanos.)
Entretanto, Zaqueu, pondo-se diante do Senhor, lhe disse: Senhor, dou a metade dos meus bens aos pobres e, se causei dano a alguém, seja no que for, indenizo-o com quatro tantos. Ao que Jesus lhe disse: Esta casa recebeu hoje a salvação, porque também este é filho de Abraão; visto que o Filho do Homem veio para procurar e salvar o que estava perdido. (S. LUCAS, cap. XIX, vv. 1 a 10.)
Parábola do mau rico
5. Havia um homem rico, que vestia púrpura e linho e se tratava magnificamente todos os dias. - Havia também um pobre, chamado Lázaro, deitado à sua porta, todo coberto de úlceras, - que muito estimaria poder mitigar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico; mas ,ninguém lhas dava e os cães lhe viam lamber as chagas.
- Ora, aconteceu que esse pobre morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. O rico também morreu e teve por sepulcro o inferno. - Quando se achava nos tormentos, levantou os olhos e via de longe Abraão e Lázaro em seu seio - e, exclamando, disse estas palavras: Pai Abraão, tem piedade de mim e manda-me Lázaro, a fim de que molhe a ponta do dedo na água para me refrescar a língua, pois sofro horrível tormento nestas chamas.
Mas Abraão lhe respondeu: Meu filho, lembra-te de que recebeste em vida teus bens e de que Lázaro só teve males; por isso, ele agora esta na consolação e tu nos tormentos.
Ao demais, existe para sempre um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que queiram passar daqui para aí não o podem, como também ninguém pode passar do lugar onde estás para aqui.
Disse o rico: Eu então te suplico, pai Abraão, que o mandes à casa de meu pai, -onde tenho cinco irmãos, a dar-lhes testemunho destas coisas, a fim de que não venham também eles para este lugar de tormento. - Abraão lhe retrucou: Eles têm Moisés e os profetas; que os escutem. - Não, meu pai Abraão, disse o rico: se algum dos mortos for ter com eles, farão penitência. - Respondeu-lhe Abraão: Se eles não ouvem a Moisés, nem aos profetas, também não acreditarão, ainda mesmo que algum dos mortos ressuscite. (S. LUCAS, cap. XVI, vv. 19 a 31.)
Parábola dos talentos
6. O Senhor age como um homem que, tendo de fazer longa viagem fora do seu país, chamou seus servidores e lhes entregou seus bens. - Depois de dar cinco talentos a um, dois a outro e um a outro, a cada um segundo a sua capacidade, partiu imediatamente. - Então, o que recebeu cinco talentos foi-se, negociou com aquele dinheiro e ganhou cinco outros. - O que recebera dois ganhou, do mesmo modo, outros tantos. Mas o que recebera um cavou um buraco na terra e aí escondeu o dinheiro de seu amo. - Passado longo tempo, o amo daqueles servidores voltou e os chamou a contas. - Veio o que recebera cinco talentos e lhe apresentou outros cinco, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; aqui estão, além desses, mais cinco que ganhei. -Respondeu- lhe o amo: Servidor bom e fiel; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. - O que recebera dois talentos apresentou-se a seu turno e lhe disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão, além desses, dois outros que ganhei. - O amo lhe respondeu: Bom e fiel servidor; pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras; compartilha da alegria do teu senhor. - Veio em seguida o que recebeu apenas um talento e disse: Senhor, sei que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e colhes de onde nada puseste; - por isso, como te temia, escondi o teu talento na terra; aqui o tens: restituo o que te pertence. - O homem, porém, lhe respondeu: Servidor mau e preguiçoso; se sabias que ceifo onde não semeei e que colho onde nada pus, - devias pôr o meu dinheiro nas mãos dos banqueiros, a fim de que, regressando, eu retirasse com juros o que me pertence. -Tirem-lhe, pois, o talento que está com ele e dêem-no ao que tem dez talentos; -porquanto, dar-se-á a todos os que já têm e esses ficarão cumulados de bens; quanto àquele que nada tem, tirar-se-lhe-á mesmo o que pareça ter; e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá prantos e ranger de dentes. (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 14 a 30.)
Utilidade providencial da riqueza. Provas da riqueza e da miséria
7. Se a riqueza houvesse de constituir obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, conforme se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito, Deus, que a concede, teria posto nas mãos de alguns um instrumento de perdição, sem apelação nenhuma, idéia que repugna à razão. Sem dúvida, pelos arrastamentos a que dá causa, pelas tentações que gera e pela fascinação que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a miséria. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. E o laço mais forte que prende o homem à Terra e lhe desvia do céu os pensamentos. Produz tal vertigem que, muitas vezes, aquele que passa da miséria à riqueza esquece de pronto a sua primeira condição, os que com ele a partilharam, os que o ajudaram, e faz-se insensível, egoísta e vão. Mas, do fato de a riqueza tornar difícil a jornada, não se segue que a torne impossível e não possa vir a ser um meio de salvação para o que dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a saúde, se empregados a propósito e com discernimento.
Quando Jesus disse ao moço que o inquiria sobre os meios de ganhar a vida eterna: "Desfase-te de todos os teus bens e segue-me", não pretendeu, decerto, estabelecer como princípio absoluto que cada um deva despojar-se do que possui e que a salvação só a esse preço se obtém; mas, apenas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, se julgava quite porque observara certos mandamentos e, no entanto, recusava-se à idéia de abandonar os bens de que era dono. Seu desejo de obter a vida eterna não ia até ao extremo de adquiri-la com sacrifício.
O que Jesus lhe propunha era uma prova decisiva, destinada a pôr a nu o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um homem perfeitamente honesto na opinião do mundo, não causar dano a ninguém, não maldizer do próximo, não ser vão, nem orgulhoso, honrar a seu pai e a sua mãe. Mas, não tinha a verdadeira caridade; sua virtude não chegava até à abnegação. Isso o que Jesus quis demonstrar. Fazia uma aplicação do princípio: "Fora da caridade não há salvação".
A conseqüência dessas palavras, em sua acepção rigorosa, seria a abolição da riqueza por prejudicial à felicidade futura e como causa de uma imensidade de males na Terra; seria, ao demais, a condenação do trabalho que a pode granjear; conseqüência absurda, que reconduziria o homem à vida selvagem e que, por isso mesmo, estaria em contradição com a lei do progresso, que é lei de Deus.
Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade. E a conseqüência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem fazê-la produzir o bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual.
Com efeito, o homem tem por missão trabalhar pela melhoria material do planeta. Cabe-lhe desobstrui-lo, saneá-lo, dispô-lo para receber um dia toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produção. Se a produção de um país é insuficiente, será necessário buscá-la fora. Por isso mesmo, as relações entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destruídos os obstáculos materiais que os separam e tornadas mais rápidas as comunicações. Para trabalhos que são obra dos séculos, teve o homem de extrair os materiais até das entranhas da terra; procurou na Ciência os meios de os executar com maior segurança e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade fê-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ciência. A atividade que esses mesmos trabalhos impõem lhe amplia e desenvolve a inteligência, e essa inteligência que ele concentra, primeiro, na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso.
Desigualdade das riquezas
8. A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. E, alias, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades.
Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos. Ainda aí está uma prova da sabedoria e da bondade de Deus. Dando-lhe o livre-arbítrio, quis ele que o homem chegasse, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e que a prática do primeiro resultasse de seus esforços e da sua vontade. Não deve o homem ser conduzido fatalmente ao bem, nem ao mal, sem o que não mais fora senão instrumento passivo e irresponsável como os animais. A riqueza é um meio de o experimentar moralmente. Mas, como, ao mesmo tempo, é poderoso meio de ação para o progresso, não quer Deus que ela permaneça longo tempo improdutiva, pelo que incessantemente a desloca. Cada um tem de possuí-la, para se exercitar em utilizá-la e demonstrar que uso sabe fazer dela. Sendo, no entanto, materialmente impossível que todos a possuam ao mesmo tempo, e acontecendo, além disso, que, se todos a possuíssem, ninguém trabalharia, com o que o melhoramento do planeta ficaria comprometido, cada um a possui por sua vez. Assim, um que não na tem hoje, já a teve ou terá noutra existência; outro, que agora a tem, talvez não na tenha amanhã. Há ricos e pobres, porque sendo Deus justo, como é, a cada um prescreve trabalhar a seu turno. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.
Deploram-se, com razão, o péssimo uso que alguns fazem das suas riquezas, as ignóbeis paixões que a cobiça provoca, e pergunta-se: Deus será justo, dando-as a tais criaturas? E exato que, se o homem só tivesse uma única existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens da Terra; se, entretanto, não tivermos em vista apenas a vida atual e, ao contrário, considerarmos o conjunto das existências, veremos que tudo se equilibra com justiça. Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis suntuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS
A verdadeira propriedade
9. O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir.
Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, a sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com os teus haveres. - Pascal. (Genebra, 1860.)
10. Os bens da Terra pertencem a Deus, que os distribui a seu grado, não sendo o homem senão o usufrutuário, o administrador mais ou menos íntegro e inteligente desses bens. Tanto eles não constituem propriedade individual do homem, que Deus freqüentemente anula todas as previsões e a riqueza foge àquele que se julga com os melhores títulos para possuí-la.
Direis, porventura, que isso se compreende no tocante aos bens hereditários, porém, não relativamente aos que são adquiridos pelo trabalho. Sem dúvida alguma, se há riquezas legitimas, são estas últimas, quando honestamente conseguidas, porquanto uma propriedade só é legitimamente adquirida quando, da sua aquisição, não resulta dano para ninguém. Contas serão pedidas até mesmo de um único ceitil mal ganho, isto é, com prejuízo de outrem. Mas, do fato de um homem dever a si próprio a riqueza que possua, seguir-se-á que, ao morrer, alguma vantagem lhe advenha desse fato? Não são amiúde inúteis as precauções que ele toma para transmiti-la a seus descendentes? Decerto, porquanto, se Deus não quiser que ela lhes vá ter às mãos, nada prevalecerá contra a sua vontade. Poderá o homem usar e abusar de seus haveres durante a vida, sem ter de prestar contas? Não. Permitindo-lhe que a adquirisse, é possível haja Deus tido em vista recompensar-lhe, no curso da existência atual, os esforços, a coragem, a perseverança. Se, porém, ele somente os utilizou na satisfação dos seus sentidos ou do seu orgulho; se tais haveres se lhe tornaram causa de falência, melhor fora não os ter possuído, visto que perde de um lado o que ganhou do outro, anulando o mérito de seu trabalho. Quando deixar a Terra, Deus lhe dirá que já recebeu a sua recompensa. - M., Espírito protetor. (Bruxelas, 1861.)
Emprego da riqueza
11. Não podeis servir a Deus e a Mamon. Guardai bem isso em lembrança, vós, a quem o amor do ouro domina; vós, que venderíeis a alma para possuir tesouros, porque eles permitem vos eleveis acima dos outros homens e vos proporcionam os gozos das paixões que vos escravizam. Não; não podeis servir a Deus e a Mamon! Se, pois, sentis vossa alma dominada pelas cobiças da carne, dai-vos pressa em alijar o jugo que vos oprime, porquanto Deus, justo e severo, vos dirá: Que fizeste, ecônomo infiel, dos bens que te confiei? Esse poderoso móvel de boas obras exclusivamente o empregaste na tua satisfação pessoal.
Qual, então, o melhor emprego que se pode dar à riqueza? Procurai - nestas palavras: "Amai-vos uns aos outros", a solução do problema. Elas guardam o segredo do bom emprego das riquezas. Aquele que se acha animado do amor do próximo tem aí toda traçada a sua linha de proceder. Na caridade está, para as riquezas, o emprego que mais apraz a Deus. Não nos referimos, é claro, a essa caridade fria e egoísta, que consiste em a criatura espalhar ao seu derredor o supérfluo de uma existência dourada. Referimo-nos à caridade plena de amor, que procura a desgraça e a ergue, sem a humilhar. Rico!... dá do que te sobra; faze mais: dá um pouco do que te é necessário, porquanto o de que necessitas ainda é supérfluo. Mas, dá com sabedoria. Não repilas o que se queixa, com receio de que te engane; vai às origens do mal. Alivia, primeiro; em seguida, informa-te, e vê se o trabalho, os conselhos, mesmo a afeição não serão mais eficazes do que a tua esmola. Difunde em torno de ti, como os socorros materiais, o amor de Deus, o amor do trabalho, o amor do próximo. Coloca tuas riquezas sobre uma base que nunca lhes faltará e que te trará grandes lucros: a das boas obras. A riqueza da inteligência deves utilizá-la como a do ouro. Derrama em tomo de ti os tesouros da instrução; derrama sobre teus irmãos os tesouros do teu amor e eles frutificarão. -Cheverus. (Bordéus, 1861.)
12. Quando considero a brevidade da vida, dolorosamente me impressiona a incessante preocupação de que é para vós objeto o bem-estar material, ao passo que tão pouca importância dais ao vosso aperfeiçoamento moral, a que pouco ou nenhum tempo consagrais e que, no entanto, é o que importa para a eternidade. Dir-se-ia, diante da atividade que desenvolveis, tratar-se de uma questão do mais alto interesse para a humanidade, quando não se trata, na maioria dos casos, senão de vos pordes em condições de satisfazer a necessidades exageradas, à vaidade, ou de vos entregardes a excessos. Que de penas, de amofinações, de tormentos cada um se impõe; que de noites de insônia, para aumentar haveres muitas vezes mais que suficientes! Por cúmulo de cegueira, freqüentemente se encontram pessoas, escravizadas a penosos trabalhos pelo amor imoderado da riqueza e dos gozos que ela proporciona, a se vangloriarem de viver uma existência dita de sacrifício e de mérito - como se trabalhassem para os outros e não para si mesmas! Insensatos! Credes, então, realmente, que vos serão levados em conta os cuidados e os esforços que despendeis movidos pelo egoísmo, pela cupidez ou pelo orgulho, enquanto negligenciais do vosso futuro, bem como dos deveres que a solidariedade fraterna impõe a todos os que gozam das vantagens da vida social? Unicamente no vosso corpo haveis pensado; seu bem-estar, seus prazeres foram o objeto exclusivo da vossa solicitude egoística. Por ele, que morre, desprezastes o vosso Espírito, que viverá sempre. Por isso mesmo, esse senhor tão animado e acariciado se tornou o vosso tirano; ele manda sobre o vosso Espírito, que se lhe constituiu escravo. Seria essa a finalidade da existência que Deus vos outorgou? -Um Espírito Protetor. (Cracóvia, l861.)
13. Sendo o homem o depositário, o administrador dos bens que Deus lhe pôs nas mãos, contas severas lhe serão pedidas do emprego que lhes haja ele dado, em virtude do seu livre-arbítrio. O mau uso consiste em os aplicar exclusivamente na sua satisfação pessoal; bom é o uso, ao contrário, todas as vezes que deles resulta um bem qualquer para outrem. O merecimento de cada um está na proporção do sacrifício que se impõe a si mesmo. A beneficência é apenas um modo de empregar-se a riqueza; ela dá alívio à miséria presente; aplaca a fome, preserva do frio e proporciona abrigo ao que não o tem. Dever, porem, igualmente imperioso e meritório é o de prevenir a miséria. Tal, sobretudo, a missão das grandes fortunas, missão a ser cumprida mediante os trabalhos de todo gênero que com elas se podem executar. Nem, pelo fato de tirarem desses trabalhos legítimo proveito os que assim as empregam, deixaria de existir o bem resultante delas, porquanto o trabalho desenvolve a inteligência e exalça a dignidade do homem, facultando-lhe dizer, altivo, que ganha o pão que come, enquanto a esmola humilha e degrada. A riqueza concentrada em uma mão deve ser qual fonte de água viva que espalha a fecundidade e o bem-estar ao seu derredor. O vós, ricos, que a empregardes segundo as vistas do Senhor! O vosso coração será o primeiro a dessedentar-se nessa fonte benfazeja; já nesta existência fruireis os inefáveis gozos da alma, em vez dos gozos materiais do egoísta, que produzem no coração o vazio. Vossos nomes serão benditos na Terra e, quando a deixardes, o soberano Senhor vos dirá, como na parábola dos talentos: "Bom e fiel servo, entra na alegria do teu Senhor." Nessa parábola, o servidor que enterrou o dinheiro que lhe fora confiado é a representação dos avarentos, em cujas mãos se conserva improdutiva a riqueza. Se, entretanto, Jesus fala principalmente das esmolas, é que naquele tempo e no país em que ele vivia não se conheciam os trabalhos que as artes e a indústria criaram depois e nas quais as riquezas podem ser aplicadas utilmente para o bem geral. A todos os que podem dar, pouco ou muito, direi, pois: dai esmola quando for preciso; mas, tanto quanto possível, convertei-a em salário, a fim de que aquele que a receba não se envergonhe dela. - Fénelon. (Argel, 1860.)
Desprendimento dos bens terrenos
14. Venho, meus irmãos, meus amigos, trazer-vos o meu óbolo, a fim de vos ajudar a avançar, desassombradamente, pela senda do aperfeiçoamento em que entrastes. Nós nos devemos uns aos outros; somente pela união sincera e fraternal entre os Espíritos e os encarnados será possível a regeneração.
O amor aos bens terrenos constitui um dos mais fortes óbices ao vosso adiantamento moral e espiritual. Pelo apego à posse de tais bens, destruís as vossas faculdades de amar, com as aplicardes todas às coisas materiais. Sede sinceros: proporciona a riqueza uma felicidade sem mescla? Quando tendes cheios os cofres, não há sempre um vazio no vosso coração? No fundo dessa cesta de flores não há sempre oculto um réptil? Compreendo a satisfação, bem justa, aliás, que experimenta o homem que, por meio de trabalho honrado e assíduo, ganhou uma fortuna; mas, dessa satisfação, muito natural e que Deus aprova, a um apego que absorve todos os outros sentimentos e paralisa os impulsos do coração vai grande distância, tão grande quanto a que separa da prodigalidade exagerada a sórdida avareza, dois vícios entre os quais colocou Deus a caridade, santa e salutar virtude que ensina o rico a dar sem ostentação, para que o pobre receba sem baixeza.
Quer a fortuna vos tenha vindo da vossa família, quer a tenhais ganho com o vosso trabalho, há uma coisa que não deveis esquecer nunca: é que tudo promana de Deus, tudo retorna a Deus. Nada vos pertence na Terra, nem sequer o vosso pobre corpo: a morte vos despoja dele, como de todos os bens materiais. Sois depositários e não proprietários, não vos iludais. Deus vo-los emprestou, tendes de lhos restituir; e ele empresta sob a condição de que o supérfluo, pelo menos, caiba aos que carecem do necessário.
Um dos vossos amigos vos empresta certa quantia. Por pouco honesto que sejais, fazeis questão de lha restituirdes escrupulosamente e lhe ficais agradecido. Pois bem: essa a posição de todo homem rico. Deus é o amigo celestial, que lhe emprestou a riqueza, não querendo para si mais do que o amor e o reconhecimento do rico. Exige deste, porém, que a seu turno dê aos pobres, que são, tanto quanto ele, seus filhos.
Ardente e desvairada cobiça despertam nos vossos corações os bens que Deus vos confiou. Já pensastes, quando vos deixais apegar imoderadamente a uma riqueza perecível e passageira como vós mesmos, que um dia tereis de prestar contas ao Senhor daquilo que vos veio dEle? Olvidais que, pela riqueza, vos revestistes do caráter sagrado de ministros da caridade na Terra, para serdes da aludida riqueza dispensadores inteligentes? Portanto, quando somente em vosso proveito usais do que se vos confiou, que sois, senão depositários infiéis? Que resulta desse esquecimento voluntário dos vossos deveres? A morte, inflexível, inexorável, rasga o véu sob que vos ocultáveis e vos força a prestar contas ao Amigo que vos favorecera e que nesse momento enverga diante de vós a toga de juiz.
Em vão procurais na Terra iludir-vos, colorindo com o nome de virtude o que as mais das vezes não passa de egoísmo. Em vão chamais economia e previdência ao que apenas é cupidez e avareza, ou generosidade ao que não é senão prodigalidade em proveito vosso. Um pai de família, por exemplo, se abstém de praticar a caridade, economizará, amontoará ouro, para, diz ele, deixar aos filhos a maior soma possível de bens e evitar que caiam na miséria. E muito justo e paternal, convenho, e ninguém pode censurar. Mas será sempre esse o único móvel a que ele obedece? Não será muitas vezes um compromisso com a sua consciência, para justificar, aos seus próprios olhos e aos olhos do mundo, seu apego pessoal aos bens terrenais? Admitamos, no entanto, seja o amor paternal o único móvel que o guie. Será isso motivo para que esqueça seus irmãos perante Deus? Quando já ele tem o supérfluo, deixará na miséria os filhos, por lhes ficar um pouco menos desse supérfluo? Não será, antes, dar-lhes uma lição de egoísmo e endurecer-lhes os corações? Não será estiolar neles o amor ao próximo? Pais e mães, laborais em grande erro, se credes que desse modo granjeais maior afeição dos vossos filhos. Ensinando-lhes a ser egoístas para com os outros, ensinais-lhes a sê-lo para com vos mesmos.
A um homem que muito haja trabalhado, e que com o suor de seu rosto acumulou bens, é comum ouvirdes dizer que, quando o dinheiro é ganho, melhor se lhe conhece o valor. Nada mais exato. Pois bem! Pratique a caridade, dentro das suas possibilidades, esse homem que declara conhecer todo o valor do dinheiro, e maior será o seu merecimento, do que o daquele que, nascido na abundância, ignora as rudes fadigas do trabalho. Mas, também, se esse homem, que se recorda dos seus penares, dos seus esforços, for egoísta, impiedoso para com os pobres, bem mais culpado se tornará do que o outro, pois, quanto melhor cada um conhece por si mesmo as dores ocultas da miséria, tanto mais propenso deve sentir-se em aliviá-las nos outros.
Infelizmente, sempre há no homem que possui bens de fortuna um sentimento tão forte quanto o apego aos mesmos bens: é o orgulho. Não raro, vê-se o arrivista atordoar, com a narrativa de seus trabalhos e de suas habilidades, o desgraçado que lhe pede assistência, em vez de acudi-lo, e acabar dizendo: "Faça o que eu fiz." Segundo o seu modo de ver, a bondade de Deus não entra por coisa alguma na obtenção da riqueza que conseguiu acumular; pertence-lhe a ele, exclusivamente, o mérito de a possuir. O orgulho lhe põe sobre os olhos uma venda e lhe tapa os ouvidos. Apesar de toda a sua inteligência e de toda a sua aptidão, não compreende que, com uma só palavra, Deus o pode lançar por terra.
Esbanjar a riqueza não é demonstrar desprendimento dos bens terrenos: é descaso e indiferença. Depositário desses bens, não tem o homem o direito de os dilapidar, como não tem o de os confiscar em seu proveito. Prodigalidade não é generosidade: é, freqüentemente, uma modalidade do egoísmo. Um, que despenda a mancheias o ouro de que disponha, para satisfazer a uma fantasia, talvez não dê um centavo para prestar um serviço. O desapego aos bens terrenos consiste em apreciá-los no seu justo valor, em saber servir-se deles em benefício dos outros e não apenas em benefício próprio, em não sacrificar por eles os interesses da vida futura, em perdê-los sem murmurar, caso apraza a Deus retirá-los. Se, por efeito de imprevistos reveses, vos tornardes qual Job, dizei, como ele: "Senhor, tu mos havias dado e mos tiraste. Faça-se a tua vontade." Eis ai o verdadeiro desprendimento. Sede, antes de tudo, submissos; confiai nAquele que, tendo-vos dado e tirado, pode novamente restituir-vos o que vos tirou. Resisti animosos ao abatimento, ao desespero, que vos paralisam as forças. Quando Deus vos desferir um golpe, não esqueçais nunca que, ao lado da mais rude prova, coloca sempre uma consolação. Ponderai, sobretudo, que há bens infinitamente mais preciosos do que os da Terra e essa idéia vos ajudará a desprender-vos destes últimos. O pouco apreço que se ligue a uma coisa faz que menos sensível seja a sua perda. O homem que se aferra aos bens terrenos é como a criança que somente vê o momento que passa. O que deles se desprende é como o adulto que vê as coisas mais importantes, por compreender estas proféticas palavras do Salvador: "O meu reino não é deste mundo."
A ninguém ordena o Senhor que se despoje do que possua, condenando-se a uma voluntária mendicidade, porquanto o que tal fizesse tornar-se-ia em carga para a sociedade. Proceder assim fora compreender mal o desprendimento dos bens terrenos. Fora egoísmo de outro gênero, porque seria o indivíduo eximir-se da responsabilidade que a riqueza faz pesar sobre aquele que a possui. Deus a concede a quem bem lhe parece, a fim de que a administre em proveito de todos. O rico tem, pois, uma missão, que ele pode embelezar e tornar proveitosa a si mesmo. Rejeitar a riqueza, quando Deus a outorga, é renunciar aos benefícios do bem que se pode fazer, gerindo-a com critério. Sabendo prescindir dela quando não a tem, sabendo empregá-la utilmente quando a possui, sabendo sacrificá-la quando necessário, procede a criatura de acordo com os desígnios do Senhor. Diga, pois, aquele a cujas mãos venha o que no mundo se chama uma boa fortuna: Meu Deus, tu me destinaste um novo encargo; dá-me a força de desempenhá-lo segundo a tua santa vontade.
Aí tendes, meus amigos, o que eu vos queria ensinar acerca do desprendimento dos bens terrenos. Resumirei o que expus, dizendo: Sabei contentar-vos com pouco. Se sois pobres, não invejeis os ricos, porquanto a riqueza não é necessária à felicidade. Se sois ricos, não esqueçais que os bens de que dispondes apenas vos estão confiados e que tendes de justificar o emprego que lhes derdes, como se prestásseis contas de uma tutela. Não sejais depositário infiel, utilizando-os unicamente em satisfação do vosso orgulho e da vossa sensualidade. Não vos julgueis com o direito de dispor em vosso exclusivo proveito daquilo que recebestes, não por doação, mas simplesmente como empréstimo. Se não sabeis restituir, não tendes o direito de pedir, e lembrai-vos de que aquele que dá aos pobres, salda a dívida que contraiu com Deus. - Lacordaire. (Constantina, 1863.)
Transmissão de riqueza
15. O principio, segundo o qual ele é apenas depositário da fortuna de que Deus lhe permite gozar durante a vida, tira ao homem o direito de transmiti-la aos seus descendentes?
 homem pode perfeitamente transmitir, por sua morte, aquilo de que gozou durante a vida, porque o efeito desse direito está subordinado sempre à vontade de Deus, que pode, quando quiser, impedir que aqueles descendentes gozem do que lhes foi transmitido. Não é outra a razão por que desmoronam fortunas que parecem solidamente constituídas. E, pois, impotente a vontade do homem para conservar nas mãos da sua descendência a fortuna que possua. Isso, entretanto, não o priva do direito de transmitir o empréstimo que recebeu de Deus, uma vez que Deus pode retirá-lo, quando o julgue oportuno. - São Luís. (Paris, 1860.)






Após 14 dias, professores municipais de Itabuna encerram greve

A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (23), no auditório do campus I, da Unime
Após 14 dias paralisados, os professores municipais da cidade de Itabuna, localizada a 433 km de Salvador, decidiram encerrar a greve. Segundo informações do site Pimenta, a decisão foi tomada durante uma assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (23), no auditório do campus I, da Unime.
Desde o dia 9 deste mês que as aulas tinham sido suspensas pela categoria, que reivindicava um reajuste de 22,22% para os três níveis, proposta que não foi aceita pelo governo
Greve completaria 15 dias amanhã. Professores voltam às salas de aula, mas o Simpi vai para a justiça
Na manhã de hoje, a Câmara de Itabuna aprovou projeto de lei do Executivo que reajusta os vencimentos dos professores do nível I (profissionais com ensino médio) em 22,22%, com retroatividade a 1º de janeiro, e de 15% para os níveis II (superior) e III (pós-graduação), escalonado em 8% a partir de abril e 7% a partir de setembro.
De acordo com a assessoria do Sindicato do Magistério Público Municipal de Itabuna (Simpi), o fim da greve seria comunicado nesta noite à Secretaria da Educação. As aulas na rede serão retomadas nesta terça-feira (24), mas um grupo de professores liderado pelo sindicado vai realizar uma manifestação pela manhã na Praça Adami.
Apesar da decisão de encerrar a greve, o Simpi recorreu à Justiça do Trabalho na tentativa de obter o reajuste linear. A assembleia realizada hoje contou com a participação de 186 dos cerca de 1.400 professores da rede municipal.

CARLISMO QUER VOLTAR A REINAR NA BAHIA
ACM Neto lança pré-candidatura à prefeitura de Salvador em evento do DEM 

ACM Neto falou durante a convenção e disse estar atento aos problemas de Salvador
Foto: Divulgação
ACM Neto confirmou pré-candidatura
Da Redação
O deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto foi escolhido nesta segunda-feira (23) como pré-candidato do DEM à prefeitura de Salvador. O nome do deputado foi apontado em evento do Democratas no auditório do Hotel Fiesta com a presença do presidente nacional do DEM, o senador José Agripino (RN).
"Estou diante de uma convocação do meu partido, mas são as palavras das ruas de Salvador que me fazem ser pré-candidato. O povo quer ter esperança de futuro. Me sinto mais maduro e preparado", disse o pré-candidato, que é líder do DEM na Câmara.
O nome de ACM Neto foi elogiado por aliados. Presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, José Carlos Aleluia destacou a competência e juventude do deputado. "Esse é um quadro que devemos respeitar".
Também estiveram presentes os deputados Carlos Melles (MG), Ronaldo Caiado (GO), Eli Corrêa (SP), Claudio Cajado (BA), Fábio Souto (BA), Felipe Maia (RN), Mendonça Filho (PE) e Rodrigo Maia (RJ).
ACM Neto falou durante a convenção e disse estar atento aos problemas de Salvador, destacando a saúde, a educação e o trânsito. Ele disse também que negocia o apoio de outros partidos à sua candidatura - podem chegar a dez na aliança. "Salvador precisa de um prefeito que não procure culpados ou use desculpas para tratar de seus problemas".
Além de ACM Neto, já são pré-candidatos à prefeitura da capital baiana Nelson Pelegrino (PT), Alice Portugal (PC do B) e João Leão (PP), entre outros.
MAIS UM ASSASSINATO NO TEOTÔNIO VILELA EM ILHÉUS NA BAHIA
A tatuagem da vítima
O bairro Teotônio Vilela, em Ilhéus, volta as manchetes da imprensa, com mais um homicidio. Um rapaz, identificado como Marcos Leandro, 18 anos, foi executado com quatro tiros, fato ocorrido na noite de ontem, na rua José Petrucio.
A equipe da Policia Militar, da 70ª CIPM, com o soldado Vieira e outros policiais, estiveram no local, mais não conseguiram prender o criminoso. No local, imperava a lei do silêncio.




DESAPARECIDOS
Por Julia Casotti e Fabricio Marvila/Gazeta
Cartaz com fotos e informações divulgados pelos familiares dos jovens desaparecidos no Facebook
VITÓRIA - As famílias de cinco jovens de São Mateus e Colatina, no Espírito Santo, estão angustiadas e querem respostas à respeito do desaparecimento de seus filhos desde a noite da última sexta-feira .
O grupo saiu de São Mateus às 19h e seguia para a cidade de Prado, no extremo sul da Bahia - um percurso que duraria cerca de três horas.
Os jovens são Amanda Oliveira, 22, Izadora Ribeiro, 21, Marllonn Amaral, 21, Rosaflor Oliveira, 24, todos alunos do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus, e André Galão, 28, ex-estudante do Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc), de Colatina. Eles estavam em um Fiat Punto de cor bege, placas ODC 6985.

MORADORES DO SÃO LOURENÇO  EM ITABUNA ESTÃO ASSUSTADOS COM VIOLÊNCIA
A morte de Flávio Rodrigues da Silva, 32 anos, assassinado ao lado de um irmão dentro do quarto a tiros na Rua Osvaldo Ferreira, Bairro São Lourenço, na madrugada desta segunda-feira , com dois tiros de revólver , deixa a comunidade do bairro assustada com a ousadia dos matadores . A vítima, na tarde de ontem, teria tentado matar uma jovem identificado como Maik, porém, não conseguiu, motivos pelos quais a família de Flávio acredita em vingança.
De acordo com os parentes de Flávio, há seis meses outro membro da família foi executado de forma semelhante, no entanto, do lado de fora da casa.
imagem radar

FLAMENGUISTA PAI TARADO BULINAVA CRIANÇA DE 2 ANOS DE IDADE
Um fato grave relacionado a abuso sexual foi registrado durante o período da Micareta 2012, em Feira de Santana. Um comerciário que mora no bairro Gabriela, após ser investigado pela Polícia Civil confessou que manipulava a genitália da filha de apenas 2 anos.
A denúncia de estupro foi investigada pelas delegadas Márcia Pereira e Claudine Passos, que trabalharam na DAI (Delegacia para o Adolescente Infrator). Após receber a denúncia de conselheiros tutelares, elas foram até o bairro Gabriela e detiveram o pai da criança, o balconista Anailton Santos de Jesus de 32 anos.

ELE METEU O FACÃO NA SOGRA E NO SOGRO
Fábio Santana, confessou ter atacado os sogros a golpes de facão
Por Agnaldo Santos
Uma guarnição da Polícia Militar de Camacan, foi acionada e se deslocou até a Fazenda Coração de Maria, a 15 km do centro de Arataca, para prender o trabalhador rural Fábio Santana Câmara, 27 anos, que residia na mesma propriedade. Segundo informações de testemunhas, ele desferiu vários golpes de facão contra seu sogro Cosme Rodrigues da Silva, 54, anos.
Vendo seu marido ser brutalmente ferido a golpes de fação pelo genro, D. Neildes Bernardes Freitas, 48 anos, tentou defende-lo, também foi tragicamente ferida pelos golpes impostos pelo genro. As vítimas sofreram profundos cortes nos braços, face, cabeça, tronco e costas. As senas da violência foi tão brutal que a mulher teve parte do rosto separado, atingindo profundamente a gengiva superior, a ponto do local atingido ficar solto no rosto.
Os vizinhos das vítimas informaram aos militares que Fábio, morava maritalmente com Edilene, 20, anos, filha das vítimas há três meses.
O acusado ainda estava com o sangue das vítimas impregnado nas mãos
Ele era uma pessoa muito ciumenta e demasiadamente violento com a esposa. Não suportando ver o sofrimento da filha, os pais da moça foi aconselhá-la, pois temia que o pior viesse acontecer.
Na delegacia o acusado disse que desferiu os golpes sobre o sogro porque ele teria flagrado sua esposa fazendo sexo oral com o próprio pai. "Quando vi aquilo fiquei com muita raiva, então comecei dar panadas de facão nele" disse relatando que sua sogra tentou defende-lo também desferiu vários golpes contra ela. Os vizinhos e as autoridades policiais não acreditam na versão apresentada pelo acusado.
As vítimas foram encaminhadas perdendo muito sangue e internadas em estado grave no pronto socorro do Hospital de Base Luiz Eduardo em Itabuna.
O acusado já está preso na delegacia pública de Camacan e, provavelmente responderá por tentativa de duplo assassinato.


HOMEM ASSASSINADO POR ENGANO NO JORGE AMADO
Ivan trabalhava em uma terceirizada da Nestlê (foto do radar)
Um homem identificado como Ivan Ramos dos Santos, 28 anos, foi assassinado nesta noite de domingo no bairro Jorge Amado, em Itabuna. Segundo testemunhas, o assassino seria um fotografo conhecido pelo prenome Ernesto. O crime ocorreu por engano, segundo informações policiais, pois Ivan era uma pessoa de bem, e na verdade os tiros eram para o amigo dele que estava ao lado no momento dos disparos.
De acordo com a polícia, o criminoso fugiu e logo em seguida os vizinhos da vítima destruíram a casa do suposto assassino, quebrando todos os móveis e incendiando geladeira, fogão e armários.


DUAS IRMÃS EXECUTADAS NA NOITE DE ONTEM
Um duplo homicídio foi registrado por volta das 20h de ontem, no bairro Rua Nova, em Feira de Santana. As irmãs Luzinete Machado Soares, 49 anos e Maria de Fátima Machado Soares, 45, foram executadas com vários tiros no interior da residência de número 933 da rua Tomé de Souza, onde também funcionava o bar MS Drinks.
Segundo informações passadas pelo tenente Souza, da Polícia Militar, dois homens foram vistos fugindo do local em uma motocicleta. A polícia acredita que os matadores eram conhecidos, pois o pai das vítimas disse que chegou de viagem e ouviu pessoas conversando no interior da casa e logo depois seguiram-se os disparos. Uma irmã morreu no sofá, no interior da casa e a outra na varanda do bar.
Várias equipes da PM foram deslocadas até o local, mas ninguém foi preso. Os corpos serão removidos para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para serem necropsiados. Uma vítima deixou três filhos e a outra tinha um.
pordenivaldocosta

IDOSA ESTUPRADA TEVE PULSOS CORTADOS
Uma idosa de 62 anos foi estuprada na madrugada , no bairro da Caeira, em Jacobina.
Segundo a Polícia Civil o estupro aconteceu por volta de 1h nas proximidades de uma distribuidora de gás da cidade. Ainda de acordo com a polícia a aposentada foi abordada por um homem armado com uma faca na Rua Jesus da Glória e obrigada a fazer sexo com ele.
Depois do estupro a mulher teve um dos pulsos cortados com a faca. A queixa foi registrada na Delegacia Territorial da cidade que trabalha para identificar o criminoso.
imagemilustrativa

domingo, 22 de abril de 2012

LEIAM NA EDIÇÃO DE AMANHÃ: PREFEITURA DE ITABUNA APLICOU CALOTE NO POSTO BAVIL

JESUS CRISTO MUDOU MEU VIVER
Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida!
JESUS SE IMPORTA COM VOCÊ – E você se importa?
O homem da foto é Arioston Araújo,da cidade de Buerarema, ele passa por momentos muito dificeis e que somente Jesus pode resolver. Não estamos falando sobre um problema político, mas sim de ordem familiar. Ele é um bom pai de familia, porém suas atrocidaddes praticadas na política, contribuem para a derrocada familiar. Cada maldade praticada por Arioston Araújo na política, repercute na sua familia.
JESUS CRISTO, quer fazer de Arioston, uma pessoa feliz e transformar a vida da pessoa que tanto lhe preocupa, mas é necessário que o mesmo reconheça que só o Senhor é Deus e se renda aos seus pés.
A Bíblia relata em Lucas 17:11-19, a história da cura de 10 homens leprosos. Essa magnífica história nos mostra o Poder da Fé que mudou uma história trágica. Eu não sei meus amados se em sua vida tem sido assim... Quem sabe a sua história de vida tem sido trágica. Para aqueles dez homens não havia esperanças, não havia saída, não existia nenhuma opção para mudanças, não tinha jeito mesmo e eles simplesmente tiveram que aceitar o que não desejavam e prosseguir a vida tristes, desanimados, amargurados, solitários, desesperados, desesperançados, apavorados, sem esperanças, sonhos, projetos, alegrias, paz, descanso, refúgio, refrigério, enfim... Tudo era incerto, a única certeza que tinham era que para eles não havia solução. Diz as Escrituras que "E aconteceu que, indo ele (Jesus) a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galiléia; E, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe; E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós.”
Saíram-lhe ao encontro, e levantaram a voz. A Bíblia diz assim:
Perseverança na oração - "Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á." Mateus 7:8.
"Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu." (Hebreus 10:23).
A Palavra relata que "E ele (Jesus), vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou."
Amados, todos aqueles dez leprosos foram curados! No entanto, apenas um deles retornou glorificando a Deus em alta voz. E a Palavra diz que este homem era um samaritano. Que Fé tinha aquele homem. Pode ser que pessoas te julgam, te condenam mesmo sem te conhecer, talvez você já tenha ouvido muitas criticas muitas acusações a seu respeito, quem sabe esteja ainda sendo atacado... Eu não sei qual o seu problema, o que tem enfrentado, mais Jesus sabe. Apesar de você não ver solução, saiba que existe uma saída para esse labirinto. Se sua vida tem dado apenas voltas e mais voltas, se não tem saído do lugar, se não existe mais jeito, querido saiba que para Deus Tudo É Possível! Até mesmo se você sabe que é impossível, a Palavra diz:
"Porque para Deus nada é impossível." (Lucas 1:37).
Mais meus amados, minha pergunta hoje é saber de você o quanto você se importa... Porque Deus se importa muito com você, prova disso é:
"Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos." (I João 4:9).
"Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados." (I João 4:10).
Sabendo disso responda: O quanto você se importa com Jesus? Aqueles nove leprosos não se importaram, mais aquele samaritano "vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças;"
A Palavra do Senhor diz: "Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos." Mateus 5:45.
"Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas." (Romanos 2:11).
A Palavra afirma:
"Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão." (Lucas 13:24).
Amados, aqueles nove leprosos não se importaram com a bênção recebida. Mais aquele samaritano se importou e muito a ponto de voltar para agradecer. Aqueles nove leprosos foram abençoados da mesma maneira que aquele samaritano, no entanto, o samaritano foi o único que teve paz consigo mesmo, o único que encontrou a solução não só do seu problema, mais também o refrigério para o coração.
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28).
"Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará." (Salmos 37:5).
"O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será punido." (Salmos 34:22).
"E o SENHOR os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele." (Salmos 37:40).
"Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração. Deus é o nosso refúgio." (Salmos 62:8).
"O justo se alegrará no SENHOR, e confiará nele, e todos os retos de coração se gloriarão." (Salmos 64:10).
"Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei." (Salmos 91:2).
Abra o seu coração agora, fale com o Pai. Clame ao Senhor, se humilhe diante de Deus, faça como aquele samaritano que caiu aos pés de Jesus com o rosto em terra. E medite comigo nesse Salmo:
SALMO 27
Salmo de DaviO SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é à força da minha vida; de quem me recearei?Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, se chegaram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram.Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria.Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha.Também agora a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão em redor de mim; por isso oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR.Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me.Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei.Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação.Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá.Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus inimigos.Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade.Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do SENHOR na terra dos viventes.Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.
“O Deus de paz será convosco.” (Fp. 4:9).
O Senhor é quem está comigo em tempos de angústia
"Então clamam ao SENHOR na sua angústia; e ele os livra das suas dificuldades." Salmos 107:28.
Talvez você esteja cansado e fraco de tantas lutas, tantas adversidades, quem sabe não tem faltado tempestades em sua vida, quem sabe tens balançado muito com a força dos ventos, das águas, quem sabe a fúria tem sido muito grande e não tenha encontrado um momento de paz. A guerra tem sido tão dura, tão tremenda, tão persistente, tão forte e tens se perguntado: "O por quê? Porque não há descanso em meio a peleja? Porque os ventos são sempre contrários? Porque não há um pouco de paz, de alegria? Porque não há um tempo de colheita? Porque tantos maus rumores?"
Mais amados, eu sei que grande tem sido a tua luta, que a peleja tem sido difícil, que estás abalado tanto por fora quanto por dentro, emocionalmente esgotado, sei que a tua história não foi fácil e que mesmo sem entendê-la, sem saber qual o propósito dela você tem colocado a sua confiança no Deus vivo, então creia amados que os ventos vão cessar na sua vida, porque você não serve a uma estatua, mais a um Deus Forte e Poderoso, ao Único e Verdadeiro Deus! Não tema maus rumores, firme-se sobre o Seu Deus, Confie no Senhor! Querido, ainda que um exército te cerque, ainda que a guerra se levante contra você, não tema em seu coração, nisto confie: No dia da adversidade Deus te esconderá no seu pavilhão, no oculto do seu tabernáculo te esconderá, te colocará sobre uma rocha. Salmos 27:3 e 5.
Talvez você diga: "Mais meu coração tem sido esmagado como se esmaga uma uva, meu coração tem sido pisoteado. Não tenho conseguido ir em frente, está tudo tão escuro, tenho perdido o controle, a força em mim mesmo."
A Palavra do Senhor nos diz em Isaías capitulo 40 e versículo 29, que o Senhor dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mateus 11:28).
Talvez nenhum ser humano tem conseguido te ajudar, eles não tem visto o seu sofrimento, não tem percebido o seu real estado, não tem te ajudado, não tem escutado o seu grito de socorro...
Isaías 41:10: Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te esforço e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.”
“Porque eu, o Senhor teu Deus te tomo pela tua mão direita, e te digo: Não temas, que eu te ajudo. Não temas, ó bichinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu redentor é o Santo de Israel.”
Meu amigo, eu sei que tens sido difícil a sua caminhada, mais eu quero te dizer que você não foi chamado para estar em uma terra seca, embora não esteja vendo a bênção que para você foi preparada, eu creio que tomará posse dela não somente em palavras, em promessas, mais a verá concretizada em sua vida, pois, você não serve a um Deus de teoria, mais ao Deus que vela sobre a Sua Palavra para cumpri-la.
"Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?" Números 23:19.
A Palavra do Senhor nos diz:
"E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" Lucas 11:9-13.
Então amados se você tem se encontrado cansado, sem forças, desanimado, peça a ajuda do Senhor, pois a Palavra afirma que nós sendo maus, sabemos dar boas dádivas aos nossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem. Se estiver difícil a caminhada tenha a plena certeza de que você é Consolado. Não é em vão que você tem a oportunidade de se levantar a cada manhã, de abrir os olhos, de se vestir, de se alimentar, de caminhar... Talvez em suas pegadas tenha visto apenas as marcas dos seus pés, mais quando refletir sobre como tem conseguido seguir encontrará a resposta de que é porque o Senhor tem um zelo por você.
"Não se vendem cinco passarinhos por dois ceitis? E nenhum deles está esquecido diante de Deus. E até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos." Lucas 12:6-7.
Talvez você diga: "Mais eu estou sofrendo tanto."
"Faz cessar a tormenta, e acalmam-se as suas ondas. Então se alegram, porque se aquietaram; assim os leva ao seu porto desejado." Salmos 107:29-30.
Eu creio no Deus que te fará alegrar-se, que o levará ao seu porto desejado, amém?!
"A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre." (Salmos 73:26).
E te alegrará por todo o bem que o Senhor teu Deus tem dado a ti e á tua casa!
Vencidos Os Combates
Ó, não temas tu, Esposa de Jesus,
Tua tenda que dimana viva luz, Ele mais aumentará.Toda arma de rancor, Contra ti se desfará, Quando o inimigo se erguer com seu furor Ele não te vencerá!Toda arma fabricada com rancor. Te combate, mas jamais te vencerá, O inimigo que ataca com furor, O Senhor abaterá.Lá no céu não hás de ter recordação Dos combates que sofreste por amor; Mas ali terás sublime posição Com Jesus, teu Salvador.Patriarcas e profetas já estão Lá no céu te esperando com amor: Sê fiel e guarda a divinal unção,Para as bodas d'esplendor
Em justiça Deus te edificará!
Harpa Cristã 386
A Palavra do Senhor diz que quando clamamos ao Senhor na nossa angústia, que Deus nos livra das nossas dificuldades. Amados eu quero te dizer que se, por acaso, te surpreenderem no dia da calamidade, o Senhor será o teu amparo. O Deus de Israel será o Teu Socorro, o Teu Protetor, o Teu Consolador, a Tua Fortaleza, o Teu Socorro bem presente em tempo de angústia, Teu Libertador, Teu Escudo, Teu Guarda Fiel, Teu Ajudador. Não importa quantas pedras estejam lançando contra a sua vida, o que importa é que nenhuma ferramenta preparada contra ti prosperará. Confie no Deus de Abraão, Isaque e Jacó!
Confiança em Deus e anelo pela sua presença
JESUS SE IMPORTA COM VOCÊ!
Amados, aqueles homens sabiam exatamente o que era o desprezo das outras pessoas, sabiam o que era a solidão, a tristeza, o cansaço, a dor. Ninguém podia entendê-los, ninguém podia mudar o rumo daquela história devastadora. Eles estavam sozinhos e talvez até pensassem que estavam abandonados, mais eles foram ao encontro de Jesus e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. Talvez meus amados ninguém tenha tido misericórdia deles, mais Jesus teve. Aqueles homens fizeram dois passos de Fé: